sábado, 17 de setembro de 2011

Bioeletricidade pode suprir 15% da demanda de energia do país até 2020



Em meio à crise nuclear mundial detonada pelas explosões na usina de Fukushima, no Japão, e às discordâncias sobre a ampliação das hidrelétricas com grandes impactos ambientais no Brasil, a bioeletricidade gerada a partir de resíduos dos canaviais pede passagem. A campanha é liderada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que incluiu a divulgação dos benefícios dessa fonte de energia no Projeto Agora, lançado em junho.

Atualmente, as usinas sucroenergéticas vendem 1,002 mil megawatts médios (ou 8,774 mil gigawatts-hora) em excedentes de eletricidade, o que equivale a pouco mais de 2% do consumo nacional. O crescimento da oferta desse serviço tem sido substancial: entre 2009 e 2010, houve uma elevação de 50% nas vendas. “Esse bom desempenho decorre de investimentos feitos dois anos antes. Quase 30 usinas participaram de um leilão de energia de reserva em 2008 e começaram a entregar no ano passado”, explica Zilmar José de Souza, gerente de bioeletricidade da Unica.

Historicamente, a indústria utiliza o bagaço para a produção de energia, tanto térmica (já que o vapor é necessário para a fabricação de açúcar e etanol) quanto elétrica, para alimentar a atividade das usinas. Mas, em meados de 1980, o setor passou a entender a venda de excedentes de energia elétrica como negócio.




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