O aumento dos preços recebidos pelo produtor e os ganhos de produtividade foram apontados como os principais fatores para a melhora dos resultados econômicos da produção de cana-de-açúcar, no período compreendido entre as safras de 2007/2008 e 2010/2011. A conclusão é do estudo “Custo de Produção e Rentabilidade da “Cana-de-açúcar”, realizado pelo projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Pecege/Esalq). O levantamento indica o mesmo cenário positivo para a safra 2011/2012.
O estudo foi realizado em três grandes regiões produtoras de cana-de-açúcar. A região Nordeste, que inclui os estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, é a mais antiga área de cultivo do Brasil. A Tradicional, maior região produtora de cana-de-açúcar, abrange os estados do Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo, com exceção da sua porção oeste. E a região denominada Expansão, que compreende os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o oeste de São Paulo. Os empreendimentos sucroenergéticos desta região surgiram principalmente após a desregulamentação do setor, em 1999.
A metodologia do Pecege consistiu em avaliar a rentabilidade do produtor em relação ao Custo Operacional Efetivo (COE), ao Custo Operacional Total (COT) e ao Custo Total (CT). O COE representa as despesas efetuadas pelo produtor no dia-a-dia da produção, cobertas pelo capital de giro. O COT engloba, além das despesas, a depreciação do maquinário e o CT inclui o custo de oportunidade da terra e o valor investido na propriedade. A margem de rentabilidade do produtor é a diferença entre o preço de venda e os custos de produção.
A matéria completa pode ser lida em: http://www.brasilagro.com.br/index.php?/noticias/detalhes/12/39232

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