O ritmo de crescimento da economia brasileira aponta para a necessidade de um aumento na geração de energia elétrica equivalente à capacidade de oito usinas de Belo Monte ao longo dos próximos nove anos, segundo projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para atender a essa demanda, serão necessárias várias alternativas de oferta de energia, sendo uma delas a que está “adormecida” nos canaviais do País: a bioeletricidade produzida a partir do bagaço e da palha de cana-de-açúcar, avalia o gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar de Souza.
Durante palestra no Congresso “Thermal Energy LatAm 2012,” realizado no Rio de Janeiro (RJ) em 31/01, Souza lembrou que a eletricidade extraída do bagaço e da palha da cana pode gerar o equivalente a três hidrelétricas Belo Monte. “E o mais importante, sem degradar o meio ambiente,” explicou, acrescentando que para essa energia renovável tornar-se viável é necessário investimento.
“É preciso construir mais usinas e reformar as já existentes, além do aproveitamento da palha para geração de energia. Uma política clara sobre o papel real da bioletricidade dentro da matriz energética também deve ser estabelecida,” defendeu o gerente da UNICA.
Para Souza, o consumo nacional de eletricidade vai crescer quase 5% ao ano na próxima década. “Do lado da demanda há espaço para todas as fontes renováveis, faltando apenas uma política setorial de longo prazo que passa, necessariamente, por rediscutir a forma atual de contratação nos leilões regulados.”
A matéria completa pode ser lida em: http://www.unica.com.br/noticias/show.asp?nwsCode=6B048495-EB18-4849-8820-83EF621792DB

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