terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Produção de bioeletricidade dobra em Mato Grosso do Sul

 
O setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul praticamente dobrou a produção de bioeletricidade a partir do bagaço da cana-de-açúcar em 2011. Segundo o balanço da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), as usinas exportaram 1.100 GigaWatts/Hora (GWh). No ano anterior, a produção foi de 638 GWh.

A notícia, segundo Roberto Hollanda, presidente da Biosul, merece comemoração, pois até pouco tempo atrás, o bagaço de cana era considerado um problema para o estado, já que não havia tecnologia suficiente para conversão do material em energia. "As montanhas de bagaço de cana se acumulavam no entorno das usinas. Se ele não fosse transformado em eletricidade, daria para cobrir a estrada que vai de Campo Grande a Dourados com montes de dez metros de altura", exemplificou Hollanda. "E caminho de ida e de volta".

“Com novas plantas e a readequação das antigas, aquisição de equipamentos e o
investimento, tanto da iniciativa privada quanto do governo, para a construção de linhas de transmissão, a eletricidade a partir da biomassa passou a ser realidade em Mato Grosso do Sul”, analisou Hollanda.

O total de bagaço produzido em uma unidade industrial representa 25% de toda a cana moída. Em Mato Grosso do Sul, na última safra, a moagem foi de 8,4 milhões de toneladas. 



 

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